Howard Gardner e Como Ganhei um Sorvete – 1

“Era uma vez…” Esse início é muito clichê para uma postagem que pretende falar sobre criatividade, não é mesmo?

“Todos os dias…” Desde criança sempre gostei de humor, porque rir é sempre muito bom. Admirava os humoristas, ficava impressionado com os mágicos, a arte realmente encanta as crianças, mas a comédia me fascinava ainda mais.

“Até que um dia…” Mesmo ocupado com a rotina da vida adulta, surge uma apresentação de humor no restaurante em que minha mãe trabalhava.
Como costuma ocorrer, os humoristas ao final das apresentações vão falar com o público, mas para mim, pessoa da baixada acostumado a ver artista só pela televisão, nem sabia que isso acontecia – fica ainda mais nítido o quanto precisamos de arte acessível em nossa região né? .Tirei fotos, depois fui até o produtor do show pedir uma oportunidade. E não é que o cara me cedeu uns minutos?!
Fiquei muito nervoso. Revisei um texto que tinha escrito há um tempo com as piadas que meu pai contava, somente para registrar em algum lugar as lembranças de um falecido, para que não caíssem no esquecimento, pois a mente tem dessas.
O produtor me cedeu 5 minutos, uma prática chamada de “open mic”, na tradução literal “microfone aberto”. Se trata uma oportunidade para o artista iniciante ter um espaço e passar pelo aval da platéia e, aquelas enormes histórias de desfecho inesperado não se encaixariam naquele momento.

Através da humorista Fabi Dias, a qual havia se apresentado no evento anterior, chegou em minhas mãos o livro “Stand Up Comedy: The Book”, de Judy Carter, considerado a bíblia do stand up, pelo fato de ser o material mais direto e prático sobre a arte das piadas rápidas, de cara limpa, com o cotidiano do artista – sobre o stand up, creio que atualmente não preciso explicar, mas se ainda tem alguma dúvida, não faltam ótimos vídeos, incluindo os meus, é claro, sobre a comédia em pé, e que estarão no final desta publicação.
Após minha primeira apresentação com texto autoral feito a partir dos ensinamentos do livro, me inscrevi em um curso profissionalizante de teatro, onde conheci o incrível mundo da improvisação, jogos para estimular a criatividade, o raciocínio rápido, o trabalho em equipe e tantas outras coisas boas das quais sou suspeito para falar.

Foi ali o meu primeiro contato direto com o fato de podermos trabalhar com a criatividade também na vida adulta, pois o que eu tive de brinquedo de montar e criar na infância, não está no gibi – vão ter gírias antigas aqui também.

Tive professores incríveis, uma delas, a Ana Guerreiro, que falou para a turma sobre o livro “Impro for Storytellers” de Keith Johnstone, composto por jogos e técnicas para criação de histórias.
Um desses jogos aos quais me refiro, o “Era uma vez, Todos os dias, Até que um dia e Desse dia em diante”, é impressionante, pois com apenas 4 frases podemos construir uma história completa – creio que já viu isso em algum lugar, não é mesmo? 😉 .

E verá a continuação desta publicação na próxima terça-feira, 04/02.

Assine abaixo para receber notificações das minhas novas postagens.

https://youtu.be/egG2LXy0rj4 (Stand Up Comedy)
https://www.infoescola.com/teatro/teatro-de-improvisacao/
https://judycarter.com/

Publicado por Dirceu Silvestre

Graduando de Ciência da Computação e Curioso

Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora